
Vagabunda, corre Maya,
a ilusão nesta lucidez mecanizada.
Virei Carma, ação e reação.
Anseio por uma parada.
Quero transcender os opostos.
Não quero chegar nem partir.
Meu corpo é o degrau ou o templo
D'onde expulso as trevas até me redimir.
Redimir pelo trabalho?
Não, pois a besta também trabalha!
Então pelo Amor?
Não, pois o amor é um atalho!
Redimir pela batalha?
não, pois batalhar é se opor!
Redimir individualizando-se?
Não, pois também é uma cilada!
Redimir, mas sim realizando-se.
pois não há partida nem chegada.
de = Maria Aparecida Almeida Franco